quinta-feira, janeiro 05, 2006

Um país de risos, só risos

A maioria dos mails que recebo (deve acontecer o mesmo com vocês) são de anedotas, desde anedotas sobre loiras, a alentejanos, futebol, até sobre os últimos acontecimentos na sociedade mundialmente. Afinal somos o país das anedotas, do riso "fácil", do "gozo" total, da "pinga" e da boa disposição. Estamos falidos mas sempre a rir.

Qualquer coisa que aconteça, uma desgraça natural, algum descuido de algum político, seja o que for, surge uma nova anedota. Mas será assim tão mão? Não sei, tenho as minhas dúvidas, pois afinal somos dos primeiros países a ajudar os outros quando eles precisam, há campanhas de donativos, há sempre ajudas de todas as maneiras, até militares (estas são as que menos concordo).

Numa outra coisa em que somos os primeiros é no Euromilhões! E Viva o Jogo!!!! Pois é, é verdade. Somos pobres mas bons jogadores! Não é necessariamente um ponto negativo, mas sim uma característica portuguesa deveras interessante. Afinal sempre fomos bons jogadores, temos uma das melhores selecções nacionais, assim como treinadores e jogadores e em outras modalidades desportivas.

Só há uma coisa que não percebo! Fomos há muitos, muitos, muitos anos fomos um dos países mais importantes do mundo, hoje somos uma "península" de Espanha. Enfim, melhores dias virão! (É o que espero!!!)

2 comentários:

Analog Girl disse...

Península não, província. O meu tio foi uma vez aos Estates e disse que era de Portugal a uma senhora num museu, essa senhora não sabia o que era Portugal. DP disse espanha e mm assim a senhora não chegou lá, dp disse Europa e mm assim ela não sabia o que era.

Conclusão... Não interessa o que os outros pensam de nós, como os outros nos encaram, como somos vistos pelo mundo fora...Interessa como nos encaramos. Td o que disseste é verdade e é mt positivo, mas há um grande defeito do qual não nos conseguimos livrar e que nos faz cair uma e outra vez nos mesmos erros estupidos...A tentativa de sermos maiores, a vontade de nos mostrarmos ao mundo, de nos evidenciarmos, de dizermos "não somos tão pequenos assim!". por favor, assim já é demais. parecemos criancinhas pedinchonas...

Nunca nos voltamos "para dentro", o nosso orgulho é o reflexo do que os outros pensam de nós, se nos acham bons, somos os maiores, se nos acham maus, gastamos todos os meios e energias para voltarmos a ser bons. Por isso é que temos tão bom turismo.

E depois questões que nos deveriam importar tanto a nível de necessidade pública, como de cultura, como as más condições em hospitais etc, e onde é que a colecção Berardo vai parar ficam em calha para uma lista de espera de anos...

Essencialmente somos o país das prioridades trocadas. Quando é que aprendemos a ser mais egoístas?

Clau disse...

Acho que o grande mal foi mesmo termos sido tão grandes na nossa história passada, que nos habituámos a não fazer nenhum. Estamos sempre à espera do amanhã e do "alguém há-de de se preocupar e fazer melhor". Ninguém se preocupa relamente em modificar e melhorar o que realmente faz falta.

Enfim, somos realmente um país de risos...