domingo, dezembro 11, 2005

Devaneios II

Follow your heart (then just smile)


Ali estava ela, deitada sobre a relva olhando para o céu azul com alguns salpicos de núvens brancas. Sentia ao mesmo tempo um toque quente e suave que lhe percorria todo o corpo, um toque que a deixava tranquila e ao mesmo tempo com uma respiração ofegante.

De repente parou de sentir. Olhou para o lado e alí estava ele olhando para ela, admirando-a, sorrindo com um ar doce e meigo. Ela deu-lhe um beijo na face, outro na testa e um nos lábios. Ambos fecharam os olhos e navegaram por entre toques, beijos, respirações ofegantes, suores quentes, mãos trémulas, beijos intermináveis.

Ao terminarem toda aquela plenitude de amar, abraçaram-se e olharam para o céu azul com alguns salpicos de núvens brancas. E assim ficaram durante muito tempo naquele jardim onde se amavam secretamente pela terceira vez. E assim o continuariam a fazer durante muito tempo, pois para eles o segredo do amor de ambos era como um alimento. O poder amar sem que alguém soubesse a quem os seus corações pertenciam.

Mas duraria para sempre o amor escondido? Ela queria acreditar que sim, ela queria estar assim para sempre e depois poder sorrir, só poder sorrir...



(Autoria: Cláudia Bento - 11/12/05)

4 comentários:

saul pedrosa disse...

james blunt diz te algo, era uma musica que acompanhava bem este momento intimo e muito pessoal!!!!

Clau disse...

São coisas que se passam na minha mente. Em tempos escrevi, mas depois deixei. Agora voltei novamente a fazê-lo, é algo que adoro escrever coisas, inventar histórias... como é bom inventar mundos à parte...!

Analog Girl disse...

Hmmmm....o meu cérebro está permanentemente ligado no "on", à cata de coisinhas de nada q possa inventar. A imaginção é o grande veículo do crescimento do ser humano, nunca chegaríamos onde hegámos sem a imaginação e o poder de tornar as coisas reais. Escrever é apenas mais um escape criativo, como tantos outros, que nos divertem e completam.

Clau disse...

É verdade Joana!
E ainda bem que ele existe, pois deixa-me mais aliviada e mais feliz. Tenho cada vez mais vontade de escrever, de inventar novas coisas... nunca pensei que puderia voltar a fazê-lo...